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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Arte

Amazônia, floresta, populações ribeirinhas, brega, carimbó. Esses parecem ser os temas que norteam as pesquisas acadêmicas e profissionais no estado do Pará, mas há uma vertente científica pouco conhecida: a do estudo arqueológico, mais especificamente o de resgate da arte rupestre. É este lado da Ciência local que a exposição “Visões: arte rupestre em Monte Alegre”, realizada pelo Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), pretende mostrar.
Tudo começou com uma equipe de quatro pessoas: um poeta, uma arqueóloga, um aquarelista e um cineasta. Eles se uniram e viajaram às serras de Monte Alegre - município no oeste do Pará, próximo a Santarém -, onde se encontram diversos sítios arqueológicos, dentro dos quais se destaca a presença de arte rupestre – que são as representações mais antigas conhecidas, pré-históricas. 
Primeiro cômodo da exposição aquarelas de 
Mário Baratta ao centro.

A pesquisa dessa arte rupestre proporcionou uma impressão para cada uma dessas quatro pessoas, de forma que essas visões diferenciadas precisavam ser extravasadas. Assim, é desses diferentes pontos de vistas que se forma a exposição do MPEG.
No primeiro cômodo, vemos o trabalho do aquarelista Mário Baratta em diversos quadros que retratam Monte Alegre. Nas paredes do mesmo lugar, têm-se reproduções em larga escala da arte rupestre local, além de grandes banners que contém as palavras de Juraci Siqueira, o poeta – suas poesias, inclusive, culminaram no livro infantil:Itaí a carinha pintada.
No próximo ambiente da exposição, exibe-se o vídeo-documentário Imagens de Gurupatuba (duração de 15min) do cineasta Fernando Segtowick, produzido a partir das imagens vistas nos sítios arqueológicos.
Rocha arqueológica com gravuras da arte rupestre
 encontrada em Monte Alegre.
Já o trabalho da arqueóloga Edithe Pereira fica exibido no último espaço, no qual o público pode conhecer algumas peças trazidas do sítio. Exemplo delas é a rocha da foto ao lado, na qual há inseridas gravuras da arte rupestre. Um fato curioso é que muitas dessas rochas foram encontradas sendo utilizadas pela comunidade de Monte Alegre como tábua para lavagem de roupas, o que acabou danificando bastante a arte.
Tal desconhecimento do valor da peça arqueológica é um dos motivos pelos quais se criou o projeto “Arte Rupestre de Monte Alegre: Difusão e memória do patrimônio arqueológico”, dentro do qual essa exposição está inserida.

Os efeitos no público são facilmente percebidos. Independentemente da faixa etária ou do lugar de origem, a maioria dos visitantes estava tendo seu primeiro contato com a arte rupestre paraense.
 O gaúcho de 27 anos, Jeffer, foi visitar o museu com a namorada belenense e achou a experiência bastante positiva. Foi a primeira vez que viu a arqueologia de Monte Alegre e, como o casal fez uma visita rápida, espera saber mais desse lado da pesquisa posteriormente.
Os próprios paraenses desconheciam, na maioria das vezes, o que estava sendo exposto. Benício, de 34 anos, ficou surpreendido pela quantidade de material arqueológico que o seu estado tem. “A gente fica feliz, até orgulhoso, de saber que nós temos tanta cultura, tantas coisas que normalmente não é expandido para a maioria das pessoas”, disse. Seu filho, Lucas, 13, também estava conhecendo essa vertente científica do Pará e gostou bastante de tudo, principalmente da arte rupestre das rochas: “achei bem interessante porque foi feita por povos bem antigos”.
A pedagoga Catarina, 35, já tinha ouvido falar sobre a arte rupestre, mas desconhecia sua localização. Ela frizou a importância da exposição em relação a essa divulgação da pesquisa arqueológica paraense, inclusive para haver maior reconhecimento sobre o próprio sítio em terras natais: “Às vezes a gente não dá muito valor ao que já tem”.
A exposição também tem um planejamento de inclusão: todo o trabalho é bilíngue (português e inglês) e há também a versão em braile para deficientes visuais e em língua de sinais para o acesso aos deficientes auditivos.

Vídeos socioeducativos produzidos pelo próprio Museu
“Visões: arte rupestre em Monte Alegre” conta também com vídeos educativos produzidos pelo LabCom (Laboratório de Comunicação do MPEG), oficinas e outras atividades socioeducativas. Permanece exposta até 30 de setembro, de terça a sexta, das 9h às17h, e aos sábados, domingos e feriados, de 9h às 14h. Localiza-se no Pavilhão de Exposição Rocinha do Museu Emílio Goeldi, na Av. Magalhães Barata, 376, em Belém. Para visitar, não se paga nenhum adicional, apenas o ingresso do museu, R$2.

Deep web

Pense em tudo o que o ser humano é capaz de fazer quando ninguém está olhando. Canibalismo, assassinos de aluguel, pedofilia, tráfico humano, satanismo e bizarrices inimagináveis. Isso é um pouco do que você pode encontrar na parte obscura da internet, a chamada Deep Web. Esse lado profundo do mundo virtual está somente acessível a aqueles com profundo conhecimento de hackeamento, mas também pode ser acessado – em parte – com pacotes (a exemplo o Tor) que permite aos usuários anonimato e certa segurança ao navegarem.
Mas a verdade é que ninguém sabe o que de fato acontece nessas camadas profundas. Quem diz que já alcançou os últimos níveis, nunca pôde comprovar o que viu. Alguns relatos afirmam até que 95% do conteúdo da internet - ou mais – estão lá, porém a informação nunca foi confirmada. Então, o que realmente pode ser encontrado nessas camadas? Os Apocalípticos te ajuda a descobrir.

Infográfico explicando as camadas da DW (clique na imagem para ampliá-la).
Fonte: Reprodução/Mestre dos sites

As camadas
Para que você entenda a Deep Web, primeiramente é necessário entender porque ela está lá. Na verdade, sua criação veio com a intenção de troca de informações e liberdade de conteúdo entre pessoas que viviam/vivem em países de forte censura. Mas com o tempo, suas páginas passaram a ganhar conteúdos mais pesados, como fóruns para compra e venda de drogas, venda ilegal de órgãos, imagens e vídeos pornográficos, etc.
A camada “0”, como é chamada, é aquela acessível a todos, como o facebook. A primeira camada, chamada de surface web é onde você encontra algumas informações novas, fóruns, etc. A Deep Web já passa a se enquadrar a partir da terceira camada. Esta já possui conteúdos diferentes dos habituais, como fóruns de hackers, estudos comunitários de scriptse vírus.
Outros níveis vêm a seguir e, quanto mais altos, mais difíceis de serem acessados. Quanto mais fundo você chega, mais proibido fica o conteúdo.
Especula-se que nas últimas camadas da parte obscura da internet, ocorram transações bilionárias de dinheiro e de documentos altamente secretos, acessíveis somente pelos melhores hackers do mundo.Como os níveis de criptografia nessas camadas – também conhecidas como Marina’s Web, nome dado devido ao lugar mais profundo dos oceanos em todo o Planeta Terra - são bem avançados, podem ser encontrados por lá sites que disponibilizam assassinos de aluguel ou até mesmo a venda de armas de uso estritamente militar.

Lendas
É claro que, com tantos segredos, muitas lendas a cerca da Deep Web começaram a surgir, principalmente na surface. Uma delas é a da chamada “Dolls Makers”, crianças entre idade de 8 a 10 anos, transformadas em bonecas sexuais humanas e vendidas sob encomenda a milhares de dólares a fim de satisfazerem as perversões sexuais dos seus donos.
    Segundo a “lenda”, as crianças são vendidas por pais que vivem na extrema pobreza. Após isso, são levadas a centros cirúrgicos clandestinos, onde lá começa uma cirurgia grotesca para que seus membros, braços e pernas, sejam retirados e substituídos por próteses de silicone. As cordas vocais também são retiradas e os dentes arrancados e substituídos por imitações de borracha. Tudo isso feito para que as crianças sejam transformadas em bonecas vivas e não apresentem resistência aos seus futuros donos. Afirma-se ainda que a boneca viria com um manual de instrução, necessária a sua sobrevivência, entretanto, caberia ao dono prezar pela sua “durabilidade”. Devido ao procedimento cirúrgico que levam dias, a estimativa de vida das bonecas seria reduzida a um ano.
Difícil de acreditar, não é? Porém, mais difícil ainda é comprovar a veracidade dos fatos. Mas não pense que com tantas atrocidades, não exista ninguém ou nenhum órgão que fiscalize esse submundo. Na verdade, é bem provável que, se você não tomar os devidos cuidados ao acessar a rede ou clicar no link errado, a Polícia Federal possa contactar você para descobrir quais as suas intenções. Esse descuido pode levá-lo à prisão. O FBI (Federal Bureau of Investigation), inclusive, é um dos infiltrados na DW e já foram responsáveis pela prisão de pedófilos, traficantes e de outras figuras.
Máscara inspirada do filme "V de vingança" é marca
 registrada dos Anonymous

E claro, não podemos nos esquecer do famoso grupo de hackers, os Anonymous. Muitos não sabem, mas foi da Deep Webque eles se uniram, juntaram forças e migraram para a superfície. Hoje, denunciam esquemas de corrupção, incentivam a população mundial a lutar pela liberdade de expressão e, inclusive, foram os responsáveis pela divulgação da identidade de quase 200 pedófilos no final de 2011. Para você ver que nem só de crueldades vive a DW.
   Muitas coisas boas podem ser encontradas por lá – pelo menos, com uma boa finalidade, como por exemplo, fóruns que disponibilizam conteúdos acadêmicos de graça ou livros proibidos. Até mesmo jornalistas correspondentes em países com regime de alta censura, utilizam esse meio para se comunicarem com suas redações.
Apesar de tudo, o fato é: você será muito mais feliz não acessando a Deep Web, a não ser, claro, que você seja um super hacker e consiga fugir de todos os malwares e da polícia. Ah, e claro, tenha muito sangue frio para aguentar todas as atrocidades que podem aparecer na sua tela.